the farewell

Quando tornar a vir a Primavera
Talvez já não me encontre no mundo.
Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente
Para poder supor que ela choraria,
Vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma cousa:
É uma maneira de dizer.
Nem mesmo as flores tornam, ou as folhas verdes.
Há novas flores, novas folhas verdes.
Há outros dias suaves.
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”

When spring comes again
Maybe she won’t find me in the world anymore.
Now, I like being able to think Spring is a person
So I can imagine she’ll cry,
When she sees she’s lost her only friend.
But the Spring isn’t even a thing:
She’s a manner of speaking.
Even the flowers don’t come back, or the green leaves.
There are new flowers, new green leaves.
There are other beautiful days.
Nothing comes back, nothing repeats itself, because everything is real.

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”

In memory of my Pocahontas friend, Macau